O lado dela da história: Eu terminei com ele hoje. Eu disse a ele que não estava feliz e ele nem perguntou o motivo. Eu pensei que ele me pediria para ficar, mas ele não o fez, ele apenas me deixou ir. E eu simplesmente perdi o garoto que esperei por tanto tempo.
O lado dele da história: Ela terminou comigo hoje. Ela disse que não estava feliz, e eu estava muito machucado para perguntar o motivo. Eu pensei em pedir pra ela não ir embora, mas se ela não estava feliz comigo não há como pedir a ela para ficar. Então eu a deixei ir e acabei perdendo a garota dos meus sonhos.
Toda vez que pedem para que eu me defina em uma só palavra, eu me defino como “ambígua”. Sim, ambiguidade me define bem. Eu sou forte, mas há situações que sugam minhas forças; eu sou fria, mas sei entregar meu coração àqueles que pedem com jeitinho; eu sou enigmática, mas em certos casos sou tão previsível; eu sou grossa, mas existem tons de voz que despertam toda a minha educação; eu sou uma menina, que as vezes pensa como uma mulher, em outras tudo que deseja é um colo; eu sou pé no chão, mas certas pessoas me fazem sonhar alto; eu sou fútil e ao mesmo tempo tão preocupada com a sustentabilidade do planeta; eu penso como um homem mas sinto como uma mulher; eu já falei mal de alguém que eu gostava, mas odeio falsidade; eu já falei que ia voltar às 08:00 e voltei ás 12:00, mas odeio mentira; eu já fui feliz e triste ao mesmo tempo; eu já senti raiva e perdoei; eu já perdoei e não esqueci; eu já quis ser de um só, e ao mesmo tempo de todo mundo; eu já sorri chorando e já chorei sorrindo; eu já disse adeus querendo ficar… E sabe o que eu penso? Que para ser feliz, não precisamos marcar somente uma das alternativas. Seja ambíguo sempre que puder, e limite-se o mínimo possível.